COMO TRABALHAR A LEI 10.639/03?
- DEVE SER ABORDADO NA ESCOLA DURANTE TODO ANO LETIVO E NÃO SOMENTE EM DATAS ESPECÍFICAS.
COMO FAZER VALER A LEI?
- DEVE SER INCLUÍDA NO CURRÍCULO, NO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO, NAS REUNIÕES DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES.
O QUE NÃO PODEMOS MAIS FAZER?
- TRATAR A LEI COMO CURSO, OFICINA, SEMINÁRIO PARA DEPOIS SER ESQUECIDA PELAS ESCOLAS.
COMO APROVEITAR O ESPAÇO ESCOLAR COMO NO MOMENTO PEDAGÓGICO PARA DISCUTIR A DIVERSIDADE?
A IDENTIDADE ÉTNICA PASSA PELAS INDAGAÇÕES:
- QUEM SOU EU?
- QUAL A MINHA DESCENDÊNCIA?
- OS MEUS ANTEPASSADOS, QUEM FORAM?
- DE ONDE VIERAM?
- O QUE FIZERAM?
QUAL O CAMINHO DA MUDANÇA?
- A INTERDISCIPLINARIDADE E MULTIDISCIPLINARIDADE.
- A ABORDAGEM INTERDISCIPLINAR E MULTIDISCIPLINAR DEVERÁ SER FEITA ATRAVÉS DE PROJETOS.
EXEMPLOS:
- EDUCAÇÃO ARTÍSTICA
- estudo da arte de origem africana e afro descendentes.
- culinária
- estudo dos grandes compositores negros no Brasil
- estudo e confecção de máscaras pontuando a sua importância na cultura africana.
- LINGUA PORTUGUESA
- influências africanas no vocabulário brasileiro.
- poetas africanos
- poetas e escritores negros no Brasil
- letras de musicas que abordem a trajetória do negro no Brasil, que homenageiem grandes personalidades negras, que falem sobre a discriminação racial, que citem a importância da diversidade cultural no nosso País...
- comparar obras de escritores negros brasileiros de acordo com a posição que os personagens negros são apresentados em suas obras.
- HISTÓRIA
- África pré-colonial, seus reis e rainhas formação da população brasileira.
- grandes líderes políticos negros no Brasil e no Mundo.
- a contribuição de pessoas influentes sobre a luta do negro no Brasil, desde o Brasil Colônia até os dias de hoje, como políticos, poetas, escritores, artistas...
- mitologia comparada.
- GEOGRAFIA
- as riquezas naturais da África, origem da raça humana, formação da população no Brasil.
- estudos dos países pertencentes ao Continente Africano de onde partiram os negros escravizados no Brasil.
- estados brasileiros onde a presença do negro foi primordial para a formação cultural do local.
- MATEMÁTICA
- estudo de tabelas, percentuais, dados estatísticos (IBGE).
- CIÊNCIAS
- estudo da formação genética do povo brasileiro
- composição nutricional da culinária africana
- estudo sobre epidemias/qualidade de vida na África
- EDUCAÇÃO FÍSICA
- estudo da capoeira, ritmos.
- ENSINO RELIGIOSO
- a identidade, a ética, o respeito, a diversidade cultural, o sincretismo religioso.
IMPORTANTE
Que todos os envolvidos conheçam as definições legais relativas à elaboração pelas (próprias) instituições de ensino de seus projetos político-pedagógicos incluindo na organização do trabalho pedagógico a ser realizado no seu interior a temática das relações étnico-raciais e a História e Cultura Afro-Brasileira e Africana presentes nos seguintes dispositivos:
· LDB 9.394/96 – Lei que define as diretrizes e bases da educação nacional.
· LEI 10.639/03 – Lei que altera a LDB 9.394/96 que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática “Historia e Cultura Afro-Brasileira”.
· PARECER CNE/CP 003 de 10/03/2004 e a RESOLUÇÃO CNE/CP 001 de 17/07/2004 – que instituíram e normatizaram as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana.
Documentos na íntegra nos sites: http://www.planalto.gov.br no link legislação/leis ordinárias e http://www.mec.gov.br/cne
POR QUE DEVEMOS ESTUDAR A HISTÓRIA AFRICANA?
É preciso ter bons argumentos para responder a questões como esta. Um bom caminho a seguir seria o da utilização de estratégias que chamassem a atenção dos “ouvintes”(alunos ou mesmo outros educadores) para a importância da África na trajetória histórica da humanidade. É claro que também não podemos esquecer de enfocar seu rico e específico conjunto de sociedades e experiências culturais, sociais, econômicas e políticas.
Eis alguns elementos para começar a refletir e a construir bons argumentos sobre a temática.
1. O estudo da história do continente africana possibilita a correção das referências equivocadas que carregamos sobre os africanos, além, é claro, de tornar mais denso nossos conhecimentos sobre suas características e realidades.
2. Devemos enfatizar e valorizar algo que está esquecido por muitos: nossa ancestralidade africana. É necessário que articulemos dados sobre a intensa participação africana na elaboração da sociedade brasileira com a ininterrupta tarefa de combate ao racismo e às práticas discriminatórias a que estão sujeitos diariamente milhares de africanos e afro-descendentes espalhados pelo mundo. Se não trabalharmos corretamente com suas características históricas não é possível construir imagens positivas sobre as realidades e sociedades africanas.
3. Em uma perspectiva legal e jurídica da questão não se pode ignorar que, com a Lei nº. 10.639/03, o ensino da história da África nas escolas tornou-se obrigatório. E mesmo antes disso, os próprios Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) já estabeleciam diretrizes nesse sentido. Ora, se temos de ensinar, portanto, temos de saber como faze-lo (isso é óbvio!).
4. E, por fim, existe o caráter formativo/intelectual do assunto, o motivo de maior importância entre os apresentados. A África possui tantas escolas de pensadores, de artistas, de intelectuais, e contribuições para o entendimento e construção do patrimônio histórico/cultural da humanidade que é inadmissível simplesmente não estudá-la
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
ENCONTRO AFRICANIDADES EM AÇÃO
sábado, 12 de setembro de 2009
QUEM É A CRIANÇA DISLÉXICA E COMO DESENVOLVER UM TRABALHO EFICAZ NA ALFABETIZAÇÃO...
Joveliana Amado da Silveira
Desde a pré-escola que a criança disléxica apresenta dificuldades para decorar cantigas de rodas, tem dificuldades para amarrar os cadarços dos sapatos ou calçá-los corretamente, também para se vestir sozinho, abotoar a roupa é quase impossível, muitas vezes não sabe o que a mãe lhe pediu para pegar, isto mostra problemas de memória.
Esta criança parece estar perdida no tempo e espaço, confunde-se hoje, amanhã, ontem, direita, esquerda, para cima e para baixo.
Também apresenta dificuldades com a seqüência e parece nunca saber em qual dia, mês ou ano está. Além disso, ao falar é hesitante, muitas vezes perde-se no discurso, enrola-se e não consegue se expressar claramente.
Durante o período que ingressa na alfabetização é que a criança disléxica começa a ir mal na escola e muitas vezes é vista como preguiçosa ou imatura.
No início da alfabetização, aos 7 ou 8 anos, aparecem as trocas de letras visualmente parecidas b/p ou s/z e semelhantes v/f, m/u parecem ser as mesmas, c/g, k/g. Aparecem também as letras e números espelhados, invertendo a seqüência de letras de uma palavra ou omite letras.
Na leitura faz trocas de letras ou adiciona palavras, além de apresentar
letra feia, (disgrafia), apresenta problemas de conduta, auto-estima e variabilidade na produção.
A definição da dislexia para a Associação Brasileira de Dislexia,‘‘é uma dificuldade acentuada que ocorre no processo de leitura, escrita, soletração e ortografia.Não é uma doença, mas um distúrbio de aprendizagem.Ela torna-se evidente na época da alfabetização, embora mesmo com uma boa instrução, inteligência adequada, oportunidades sócio-cultural e sem distúrbios cognitivos, quando a criança falha no processo de aquisição da linguagem. A dislexia independe das causas intelectuais, emocionais e culturais. É hereditária e ocorre com a maior incidência em meninos’’.
O diagnóstico pode ser feito por meio de Exames de Imagem como:TC
(tomografia Computadorizada), RMF (Ressonância Magnética Funcional); SPECT-(Tomografia por emissão de Fóton Único); PET: (Tomografia por emissão de Pósitron).
*Mestre em Educação,Professora do Curso Normal Superior da UNIPAC-Monte Carmelo, Psicopedagoga Clínica e Orientadora Escolar na Rede Municipal de Ensino de Uberlândia,MG.
As características dos disléxicos são vista quando há maior incidência em canhotos e ambidestros; quando manifesta problemas no processo fonológico e problemas na linguagem oral; além de problemas com a memória de trabalho,sendo esta a dificuldade que permeia a dislexia. O distúrbio afeta de 5 a 15% da população e apresenta-se com maior ou menor intensidade em cada indivíduo, apresentando três graus: leve, moderada e severa.
Há casos de crianças que lêem e não escrevem, elas têm uma resistência maior, sofrem amais.Existe uma corrente que hipotetiza a ortografia como área mais prejudicada pelo disléxico e outra corrente acha que treina a ler,isto é, a leitura é menos prejudicada e escrita é mais difícil (gravar é mais difícil).Existe também a criança que lê muito bem mas não compreende nada (dislexia de compreensão).
O diagnóstico da dislexia é clínico e o tratamento é educacional, o acompanhamento deve ser diário, semanal, mensal, ensinando a criança a ler de outra forma. A dislexia não é tratada com remédios. A compreensão é cientifica. Tem muitos cientistas estudando.
Os tipos de dislexia: a adquirida (afasias, doenças após acidente hemorrágico, meningite, acidente de carro, não é hereditária e a segunda, de desenvolvimento visual (diseidética) e auditiva (disfonética) não decodifica foneticamente, ainda a terceira que é a junção das duas, a mista.As áreas atingidas são: linguagem oral, processamento fonológico, memória de trabalho. Aparece muitas vezes dos 8 aos 10 meses no início da compreensão das palavras e aos 15 meses quando adquire vocabulário expressivo.
O processo fonológico é o uso das informações fonológicas nas estruturas da linguagem, isto é, onde ocorre o armazenamento de fonemas. As habilidades envolvidas: consciência fonológica, exige ritmo e aliteração na identificação de sílabas, manipular fonemas.Quando ocorre a nomeação rápida, ou disnomia, amadurecimento do corpo caloso.Antes dos 7 anos depende do corpo caloso,isto é, o que une, que ajuda a passar informações de um hemisfério para outro.
A memória de trabalho é a organizadora de prioridades.No caso do disléxico é a mais afetada.Ela é importante para aprender a escrever, operar com os números. A memória seqüencial auditiva é responsável pela aprendizagem do alfabeto, músicas, meses do ano, e, no caso do disléxico não decora o alfabeto pois tem dificuldade nesta área. Já a memória seqüencial visual, é utilizada quando se escreve palavra e percebe que as letras seguem uma ordem. Para tratar os disléxicos devem-se procurar atividades que faça associar letras ao som.
A leitura é a interação de diversas vias neurais e depende de estruturas corticais integras, entretanto, o difícil ato de ler requer vários processos neurológicos, psicológicos e sócio-ambientais para ser efetivo. O cérebro tem a capacidade plástica para adaptar-se, por exemplo, quando uma pessoa tem acidente vascular, o cérebro utiliza outra área para realizar a mesma tarefa.
É impressionante que a maioria das pessoas aprendem a ler, uma vez que a leitura exige simultaneamente: atenção dirigida às marcas impressas e controle do movimento dos olhos, reconhecimento dos sons associados com as letras; compreensão das palavras e gramática; construção de idéias e imagens, comparação de idéias novas com as existentes; armazenamento de idéias na memória. Exemplo, na leitura silábica não se acumula informações e ler a palavra é ler pela primeira vez, não tem automoticidade para ler, isto é, lê e não compreende o que leu.
Como lidar com o disléxico: Em primeiro lugar identificar os pontos fracos e as áreas geradoras de problemas, descobrindo o estilo cognitivo predominante e realizar o tratamento.Em segundo, utilizar material concreto, além de papel quadriculado, fazer jogos com premiações e castigos.Utilizar rimas, músicas e repetições, ler em voz alta, fazer com que a criança leia em voz alta, a pratique a visualização dos problemas,use desenhos. Não complicar visualmente. É indispensável permitir o tempo para fazer exercícios.Usar cartões com linguagem usada na aula.Prestar atenção não apenas no resultado, mas no processo utilizado.Observe os acertos e não somente os erros, como o aluno chega aos resultados.
Conclui-se que existem pessoas nos dois extremos dos estilos; isto é, muitas pessoas podem usar dois estilos ao mesmo tempo.O estilo escolhido depende da dificuldade e tipo de questão.A estratégia compensatória utilizada vai depender do tipo de estilo dominante.Cada estilo é ligado a um hemisfério cerebral. Há mais minhocas que grilos.No hemisfério esquerdo domina a maioria das pessoas. As minhocas com memória deficiente são as que mais sofrem com a matemática.E as minhocas utilizam o hemisfério esquerdo. Se aceitarmos as hipóteses da dominância do hemisfério direito no cérebro disléxico, chega-se à conclusão de que uns grandes números de disléxicos são grilos.Os grilos são prejudicados no sistema de ensino por não documentarem seus processos, é necessário ensiná-los isto. Alguns exercícios favorecem a um ou outro estilo.Ter um estilo dominante não significa necessariamente que a criança tenha sucesso no uso. ‘‘Para o disléxico o difícil é fácil e o fácil é difícil’’.
Bibliografia
CAPOVILLA, Fernando. Métodos de Alfabetização de leitura e escrita.
CHARDELLI,Rita de Cássia Rocha. Dislexia. In:http://www.psicopedagogia.com.br/
FLEURY, Maria Eduarda Assunção. Palestra Dislexia e Matemática em Uberlândia,13/09/2003.
GESCHWIND, Normand.Dislexia.In: http: //www. psicopedagogia. com.br/
LEITE, Eliane Pisane.Dificuldades Matemáticas e Dislexia.In: http://www.psicopedagogia.com.br/
Joveliana Amado da Silveira - Aluna do Mestrado Magistério Superior do Centro Universitário do Triângulo (UNIT), Pedagoga e Psicopedagoga clínica
sábado, 29 de agosto de 2009
O papel dos gêneros
LEITURA EM SALA Textos como os de jornal devem ser lidos e produzidos pela garotada. Foto: Tatiana CardealJornais, cartas, fábulas, lendas, informes publicitários, receitas, convites, poesias, cantigas, parlendas... Não é novidade incluir os diferentes gêneros nas aulas de Língua Portuguesa. Quem acompanha NOVA ESCOLA encontra regularmente reportagens e planos de aula relativos ao tema. Tanto é assim que, desde a edição de janeiro/fevereiro, estamos publicando uma série sobre a produção de texto.
No início deste segundo semestre, resolvemos voltar ao assunto em uma reportagem de capa para dar a você mais instrumentos para trabalhar bem em sala. Isso porque, indicam os especialistas, há professores que ainda abordam com a garotada as características dos diversos gêneros sem, contudo, propor a leitura e a escrita de cada um deles nas situações em que aparecem em nosso dia a dia.
Para ajudá-lo na tarefa, o repórter Anderson Moço fez uma ampla pesquisa em busca de boas propostas já implantadas. Com a assessoria da coordenadora pedagógica de NOVA ESCOLA, Regina Scarpa, ele selecionou dois currículos em que os gêneros são abordados como uma forma de desenvolver os comportamentos leitores e escritores, esses, sim, conteúdos. Quem quer se aprofundar ainda mais nessa área vai encontrar outros textos relacionados ao tema no nosso site).
Leia também a segunda reportagem da série sobre o Desenvolvimento Infantil, da repórter Thais Gurgel. Depois de conhecer como o discurso narrativo se desenvolve nos pequenos, vá ao site e assista a um vídeo em que histórias contadas por crianças de 3 a 6 anos são analisadas por uma especialista.
Não é apenas nesses dois casos que site e edição impressa se complementam. Em diversas reportagens, você vai encontrar um lembrete com a indicação de conteúdos que permitem aprofundar os conhecimentos. Não deixe de usar esse importante recurso.
Um grande abraço,
Gabriel Pillar Grossi
Diretor de Redação
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
SMARTKIDS
Recebi o seguinte email,na data de hj(19/08) e quero compartilhá-lo com vcs....
Adoramos conhecer o seu blog.
Achamos que ele tem tudo a ver com os princípios da SmartKids, que é ensinar brincando. Falando nisso, você já conhece a SmartKids? Entre no nosso site www.smartkids.com.br e encontre desenhos para colorir, jogos, passatempos e animações para as crianças. Também contamos com a novidade que é o nosso blog, www.smartkidsblog.blogspot.
Um grande abraço da equipe SmartKids!
Obrigadão a Equipe SmartKids,tem muito tempo que conheço esse site e estou muito contente por indicá-lo aos meus leitores
Regina Pironatto
A SmartKids é uma empresa que entende de criança
A gente cria para elas, conversa com elas, sabe do que elas gostam e gosta delas.
Uma relação de troca que começou há sete anos, quando Martha Bevilacqua e Edmardo Galli deram os primeiros passos e criaram esta empresa. Desde então, a marca SmartKids se consolidou e hoje a empresa tem atuação de destaque em vários segmentos do mercado infantil.


Um grande abraço à equipe SmartKids!
REGINA PIRONATTO
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
MATERIAL DOURADO VIRTUAL
Material Dourado Virtual
Descrição: Forme números usando o material dourado. Pronto para este desafio?
Clique aqui para abrir o jogo...http://www.educacaodinamica.com.br/
OLHA QUE SITE LEGAL
O site EDUCAÇÃO DINÂMICA é um site educacional que visa oferecer aos seus visitantes conteúdo gratuito de qualidade através de uma maneira inovadora, criativa e, sobretudo, dinâmica.
Criado em 2009 por Vitor Dobrochinski, o site trás como seu principal produto os jogos educacionais. Acreditamos que os jogos são instrumentos poderosos de aprendizagem, que utilizados de maneira correta, podem transformar as informações em conhecimento.
Todos nós sabemos que a melhor maneira de aprender é brincando, e nos dias atuais, diante de tantas inovações tecnológicas que invadem nossas vidas e nos fazem dependentes, os jogos digitais tornam-se ferramentas contemporâneas eficazes de ensino, pois envolvem, desafiam e motivam seus jogadores, fazendo com que aprendizagem se torne muito prazerosa.
Nosso site é um espaço democrático.Estamos abertos a sugestões. O conhecimento é construído coletivamente. Envie sua sugestão de jogos clicando aqui.
VALE A PENA VER,PARTICIPAR E REPASSAR
COM MUITAS OUTRAS ATIVIDADES
OBRIGADO VITOR.....
Vitor Dobrochinski <dobrochinski@hotmail.com>
domingo, 9 de agosto de 2009
TANGRAN
Tangran é um quebra-cabeça originário da China e seu autor é desconhecido.
Formado por 05 triangulos, 01 paralelogramo e 01 quadrado (que juntos formam um novo quadrado), esse jogo vem sendo utilizado nas escolas para atrair o interesse das crianças pela Geometria e pela Matemática.
O quebra-cabeça consiste num primeiro momento, em permitir à criança a construção de formas geométricas, figuras humanas ou de animais, fazendo uso de todas as peças.
Tangram 1: Introdução
O Tangram é um antigo quebra-cabeças chinês cuja origem se remonta a uma época desconhecida. O livro mais antigo com figuras de tangram data de 1813.Popular na China com os nomes de "quadrado mágico", "tabela da sabedoria" e "tabela da sagacidade", o tangram é composto por sete peças, as quais são o resultado da partição de um quadrado. As sete peças são: 2 triângulos grandes, 1 menor, 2 triângulos pequenos, 1 paralelogramo e 1 quadrado. Com esses simples elementos podem-se formar infinitas figuras.
É um passatempo para crianças e adultos, e além disso, o tangram possui notáveis possibilidades pedagógicas. Com as crianças pode ser utilizado para reconhecimentos da formas e dos significados e no ensino do aproveitamentos dos espaços. O tangram estimula o desenvolvimento da imaginação e de habilidades matemáticas.
Pode ser feito com as crianças em diversos materiais: papel, cartolina, emborrachado, etc. Também é comercializado em madeira pintada.
Fonte: Lee, Roger. Tangram. Ed. Isis
Assim é o Tangram, um quebra-cabeças formado por sete peças com formas geométricas bem conhecidas. Sua idade e inventor são desconhecidos.
Num estágio mais avançado, o professor pode utilizar o Tangran em exercícios de cálculo da área de figuras; capacitar os alunos à definição de ângulos com o uso do transferidor, ou propor cálculo de perímetros e outros problemas matemáticos.
O Tangran pode ser feito a partir de madeira, cartolina, materiais plásticos, papel cartão ou E.V.A..
Sugiro a visita ao site
em que você irá encontrar muitas figuras sugestivas e desafiadoras, ao
http://netescola.pr.gov.br/netescola/escola/087045005/constru%C3%A7%C3%A3o_de_tangran.htm
para que você aprenda a confeccionar um Tangran e ao
http://www.alemdeeducar.com.br/jogos/flash/tangram/tangran.shtml
em que, sem a necessidade de confeccionar um Tangran, poderá experimentar os desafios propostos para solucionar algumas das figuras apresentadas
Colaboração: BLOG :BAÚ DAS DOBRADURAS: PROF IVANISE
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
O VÍNCULO AFETIVO NA RELAÇÃO ENSINO APRENDIZAGEM
Cecília G. M. Faro
- O que é aprender?
- Aprender é ... como quando papai me ensinou a andar de bicicleta. Eu queria muito andar de bicicleta. Então ... papai me deu uma bici ... menor do que a dele. Me ajudou a subir. A bici sozinha cai, tem que segurar andando...
- Dá um pouco de medo, mas papai segura a bici. Ele não subiu na sua bicicleta grande e disse “ assim se anda de bici” ... não, ele ficou correndo ao meu lado sempre segurando a bici ... muitos dias e, de repente, sem que eu me desse conta disso, soltou a bici e seguiu correndo ao meu lado. Então eu disse: Ah! Aprendi!
... - Ah! Aprender é quase tão lindo quanto brincar
(Fernandez, 2001 O Saber em jogo )
Este texto tem um encanto simples, mas significativo que relata tantas verdades em poucas palavras. Leio, releio prazerosamente e percebo o quanto é recheado de afetos e ensinamentos.
Fica clara a relação entre a afetividade e o desenvolvimento cognitivo, confirmando que o pensar e o sentir estão intimamente ligados.
Partindo deste ponto, posso afirmar que o vínculo afetivo quando presente, torna diferente a relação do sujeito com o aprender, propicia-lhe a oportunidade de ser visto com competências e olhado com possibilidades e respeito.
Voltou-me com clareza a lembrança de pessoas queridas, que fizeram parte da minha caminhada e tanto acrescentaram em meu saber. A presença de experiências marcantes vividas com meus primeiros ensinantes continua atuando positivamente, reforçando a afirmação de que o vínculo recheado de afeto deixa marcas.
Tenho sido educadora há muitos anos e remetendo-me à esta vivência, percebi que o sentimento de afeto ao qual delego importância influenciou e até mudou minha postura frente ao processo de aprender. Inevitavelmente, fiz uma relação entre a aluna que fui e a professora que sou hoje.
A afetividade no dia-a-dia da sala de aula se reflete na preocupação com os alunos, reconhecendo-os como seres autônomos, mostrando exigências coerentes e uma atitude de confiança e respeito à sabedoria e à condição de aprendiz de cada um. Quantas sutilezas estão contidas no mistério da aprendizagem. A maior delas talvez seja a simples fé de que o aluno vai aprender... e a fé move montanhas.
Tenho visto, entretanto rupturas neste importante vínculo, fruto de algumas posturas imaturas e superficiais na relação professor / aluno, onde o autoritarismo erroneamente confunde o ato de dar uma nota baixa com a postura de um professor exigente.
Será que ser exigente é fazer uso da nota como meio de controlar o aluno?
Será que ainda estamos vivendo na época em que os acertos de contas professor / aluno eram feitos através das notas, que ficavam sob o domínio absoluto da subjetividade de cada professor?
Avaliação e nota de aluno são temas intensamente discutidos nos meios acadêmicos. Ainda não foi encontrada uma forma absolutamente justa de aplicação. A meu ver, devemos ter como termômetro, o olhar focado, para detectar o que o aluno sabe.
Quando isto não ocorre e fatos como os citados acontecem, tiramos dele mais do que as notas no boletim. Tiramos notas da construção, da auto-estima e das possibilidades do indivíduo constituir-se como SER único.
O professor queira ou não, interfere positiva ou negativamente na formação de seu aluno, quando coloca em pauta o seu potencial de aprendiz e fragiliza o vínculo estabelecido nas relações.
A quem caberá recompor estas fraturas?
Em sala de aula, transmitimos mais que palavras; transmitimos também crenças, e conteúdos que vão além das linhas dos livros.
Acredito naquele professor que se envolve afetivamente e se vê como formador, que crê na missão de que ensinar vai além dos conteúdos dos livros didáticos.
Com propriedade, Alicia Fernández e Sara Pain nos dizem que para aprender são necessários dois personagens, o ensinante e o aprendente e um vínculo que se estabelece entre ambos. (FERNÁNDEZ, 1991.p.48)
É fato que a aprendizagem é considerada um processo que engloba os indivíduos em questão como um todo.
É importante que o professor perceba-se como facilitador do processo de aprendizagem, pois, quando a relação que estabelece com seu aluno é pautada no vínculo e no afeto, propicia a ele a oportunidade de: mostrar, guardar, criar, entregar o conhecimento e permite que o outro possa investigar, incorporar e apropriar-se do conhecimento. Desta forma há uma relação que ultrapassa o nível acadêmico e permite que ocorra um olhar diferenciado em direção ao desconhecido.
Quando este olhar permeado de afetos, em que os diferentes vínculos circularam acontece, há espaço para que o aluno seja ativo e autor do próprio conhecimento. Aí sim, há um despertar, uma vontade de apropriar-se do conhecimento. Há então um real aprendizado e o encontro efetivo de quem ensina com quem aprende. Este envolvimento dá a oportunidade para que haja um movimento na direção do desabrochar de cada um.
A esperança é primordial na relação professor / aluno. O olhar com possibilidades à condição de aprender, que vem do afeto responsável, a meu ver é necessário para o encontro do indivíduo com a crença nele próprio (“eu posso”). Este espaço possibilita a circulação do saber em direção à vida e ao desabrochar de cada aluno.
Enfim, para concluir, as relações permeadas pelo vínculo afetivo contribuem para reparar possíveis fraturas no processo de aquisição do conhecimento de cada um dá espaço para que haja um aprendizado que transforma interiormente propiciando a ele o saber fazer e ser atuante com possibilidades de posicionar-se frente a uma sociedade exigente e em constante movimento.
Publicado em 07/12/2005
Cecília G. M. Faro - Psicopedagoga formada pela PUC-SP com especialização em dislexia; Pedagoga atuando na rede particular,no ensino Fundamental desde 1976










